terça-feira, 11 de junho de 2019

Alceu dispor


Coisas que antes me deixavam chocado, hoje me fazem sentir indiferente. Ouço no rádio do carro que algumas mulheres espancaram outra mulher. Outra rádio pedia aos ouvintes que prestigiassem os comércios que deixavam a rádio no ar, através de patrocínios. Na outra - a mais legal- o cara fazia piada dos ouvintes que ligavam pra mandar abraços pra família. Ou em outra rádio o povo "botando a boca no trombone" pra reclamar de buracos nas ruas e sistemas de esgotos que não existem.

Reclamar de tudo parece ter virado moda, não me espanta todos acharem isso normal. Tão normal quanto ouvir quatro ou cinco estações de rádio em uma única viagem. Afinal cada uma funciona em um pedaço da pista. Entre todas predomina a rádio cachoeira, se é que me entendem.

Enquanto escrevo sobre rádios, no meu fone de ouvido toca Zé Ramalho. Não tem como ficar indiferente ouvindo músicas como essas. Pequenos nuances provocam grandes reflexões, talvez o preço que se paga por buscar o sentido de tudo, toda tarde acaba em melancolia.

Qualquer reflexo, qualquer movimento deve ter alguma explicação, às vezes a gente faz coisas sem pensar, coisas do inconsciente... Freud explica? Nah!

Em tempos de discursos politicamente corretos começo a dar valor ao riso, às coisas engraçadas. Discursos de humoristas começam a fazer mais sentido nessa terra bagunçada.

(*)

Ok, depois de voar no mundo da lua botei os pés no chão com Alceu Valença. Gosto de passear pelos vários ritmos musicais brasileiros, e longas canções estrangeiras, fico horas escutando a mesma música para poder entender cada frase, cada vírgula, tudo em vão, é claro.

Também gosto de ouvir músicas da época. Estou meio na vibe da festa junina e as músicas de São João não saem da minha cabeça. Com a sua licença, encerro o texto por aqui para dançar uma quadrilha!

Abraços juninos
Thailan de Pauli Jaros
11JUN2019

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