No popular, as tragédias acontecem todos os dias e em todos os lugares. Tragédia é perder um pai após um assalto na esquina. Tragédia pode ser a morte de um filho, contrariando as leis da própria natureza. Tragédia são as enchentes, os temporais e os incêndios que levam destruição onde passam. Tragédia é o avião que cai com o artista do momento, a criança que não chega nem a nascer.
Mas tudo isso é permitido para que saibamos onde estamos e para onde vamos. É permitido para pararmos por um minuto e refletir nossos atos e nossas omissões. Tantas pessoas não chegam ao fim do dia, tantas não acordam para tomar café.
Mas é que temos tantas preocupações, tantos problemas, tantas murmurações. A todo momento estamos preocupados com o que iremos fazer, ocupamos nossas vidas com problemas mesquinhos e passamos dias inteiros reclamando dos imprevistos, de coisas ou de pessoas.
Estamos preocupados com o trabalho, com a saúde, com as contas que temos que pagar. Nos preocupamos com tudo, menos com aquilo que importa verdadeiramente. Simplesmente nos esquecemos que só existem dois momentos na vida: o agora e a hora de nossa morte.
Como estamos vivento neste momento? O que fazemos pelos outros? Estamos preparados para a morte?
Dia após dia vamos vivendo, cheio de preocupações terrenas, prazeres momentâneos, festas extravagantes, com o coração aflito sem nem ao menos saber o motivo. Temos medo de doenças, nos preocupamos com nossa segurança e com nossas carreiras.
Só que esse mundo passa e os problemas terrenos não importarão quando dermos de cara com a morte. Nesse momento- pelo qual todos passaremos- quantos de nós estaremos prontos? Por que temos medo de doenças e não tememos perder o céu? E a salvação de nossa alma não interessa?
No fim das contas não é melhor queimar do que apagar-se aos poucos. É peciso vigilância, é preciso consumir-se por inteiro lentamente no serviço aos outros. É preciso estar atento com as necessidades do próximo. Só quando gastamos todo o nosso tempo pensando em ajudar os outros, esquecemos nossas próprias mesquinharias, nossa própria miséria, nossas próprias tragédias.
Não estamos com essa bola toda para julgar os demais, o que aquele um pensa, o que o outro faz. Nossas faltas só podem ser perdoadas pela misericórdia. Que possamos medir com a mesma régua.
Estejamos vigilantes a todo momento e não deixemos o exame de consciência para a hora de nossa morte. Talvez seja tarde demais! Vamos nos preocupar com Aquele que realmente importa!
Thailan de Pauli Jaros
09NOV2021
