"Eu é que não me sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar", cantou Raul Seixas em "Ouro de tolo", famosa música lançada nos anos 1970 do século passado. Hoje, na virada de ano e início dos anos 2020 ainda permanecemos conformados com o mundo que nos cerca. É isso mesmo, não há o que fazer.
Nossos dentes já caíram, o apartamento está uma sujeira e o trono nem existe mais. Aos poucos nós vamos morrendo no conformismo de nossas rotinas e aquela "porção de coisas" que tínhamos para conquistar vai ficando para trás como as árvores passando na rodovia.
Eu que não me conformo com o conformismo tento começar o ano com metas bem claras. Sei que é clichê mas me parece que o Zeca Pagodinho não estava totalmente certo quando cantou "deixa a vida me levar". Ora, cadê os planos? Cadê a lista de conquistas? Onde estão as medalhas de ouro?
Vamos lá. Sem essa de encher o saco. Pare para pensar qual é a tua situação, onde você está, o que fez para chegar até aqui. Quantas vezes errou, quantas acertou, o que te fez continuar em frente. Isso que vale a pena. O resto é detalhe.
Ao pesquisar sobre a música de Raul Seixas, encontrei o verdadeiro nome do popularmente conhecido ouro de tolo. Me diz o site Brasil Escola que o mineral do enxofre é denominado de "pirita", uma pedra com aspectos que lembram o ouro nativo e que enganam os - aqui chamados - tolos. Entretanto, o ouro de tolo não tem o mesmo valor do verdadeiro ouro.
Nos resta pensar se em 2020 queremos correr atrás da verdade para podermos crescer e amadurecer ou se devemos nos contentar com combinações quase-perfeitas e imitações duvidosas. Eu confesso, não quero me decepcionar.
Vem ni mim 2020
Thailan de Pauli Jaros
01JAN2020

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