"Quem nunca errou que atire a primeira pedra!"- e assim a pedreira se aproxima, quebrando os telhados de vidro e -talvez- desviando da prostituta da esquina. Mas podemos evitar a pedreira porque sabemos que já erramos uma vez na vida, né? Mas quando?
Certa vez quebrei a tela do notebook, não de uma maneira convencional (derrubando, jogando na parede, atirando pedras). Quebrei ao apertar a tela. Só. Sem mais. E a tela também não quebrou do jeito convencional (trincou, apagou, foi atingida pela pedra). A tela apenas trincou de um lado, fez um risco e apagou em um pedaço. Meio irritante, não?
As coisas da vida às vezes soam irritante. Uma criança no banco ao lado em um ônibus cheio durante uma viagem de 12 horas pode ser irritante. Quando o gás acaba no meio da produção do almoço pode ser irritante. Por que isso tem que acontecer comigo? (ou será com migo?). Coisas acontecem o tempo todo e com todo mundo. Não somos loucos de pensar que estamos sós nesse mundão velho sem porteira. Mas as coisas acontecem. Coisas boas e coisas ruins. Quando eu escrevo a palavra "coisa" o que você imagina?
(*)
Nunca sei qual "porque" usar. Ou será "por que, por quê, porquê"? Por isso, para explicar alguma coisa eu uso "pois". A palavra que resume toda essa regra, sem nenhuma -Bah! me fugiu a palavra. Ah! Lembrei- sem nenhuma frescura. Acho estranho- e um tanto irritante- separar os porquês na escrita. No som nada se altera. É a mesma coisa. Será que já não temos regras de mais? (ou demais?). Bom, regras são regras.
Se tiver algum professor de português lendo, que me perdoe, foi só um desabafo. E me perdoe também pelas vírgulas erradas e pontos desnecessários, é complicado tentar escrever certo e continuar insistindo no erro. Eu sei, erros de português são comuns no nosso país, às vezes são erros aceitáveis. Mas a piada diz que é inaceitável colocar pouco bacalhau no bolinho.
Às vezes fico irritado quando alguém dita a palavra "vírgula". Temos que escrever a palavra vírgula ou escrever o sinal de pontuação?
Mas as dúvidas continuam por aqui. Estou em dúvida se esse texto é um texto ou não. Texto é texto, acho que acabou. Me irrito quando não acho um fim pro texto. Não temos o que fazer, coisas da vida. Ah! Agora a palavra "coisa" já tem outro significado, e não sei porque/por que/porquê/por quê.
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