Nunca gostei de futebol. Já devo ter escrito algo sobre isso em tempos de Copa do Mundo, não lembro muito bem. A verdade é que nunca me interessei em assistir aos jogos e sou um tremendo perna de pau. Abro uma exceção a cada quatro anos, é claro, quando nossa Seleção Canarinho entra em campo.
Por essa razão nunca torci para time nenhum e quando perguntavam - com aquela malícia infantil -qual time era o meu, não entendia a piada e seguia em frente. Meu pai também nunca deixou claro qual era a torcida dele, algo entre o bairrista Paraná Clube e o Grande São Paulo. Nunca torci para nenhum desses times.
Ao longo da vida fui aprendendo detalhes e costumes de meus amigos que são torcedores -quase que- fanáticos. Comecei a acompanhar resultados do Palmeiras e Santos para conversar com amigos palmeirenses e santistas. Aprendi inclusive as piadas com a torcida da terceira idade do time da Vila. Mas sem Neymar? Nah!
Aprendi, também, piadas que o politicamente incorreto não me permite escrever nos dias atuais. Piadas sobre o São Paulo. Quase apanhei de um Palmeirense no ano passado quando falei mal do Felipão, ainda doído do sete a um. O tempo me fez estar certo sobre o técnico, minado pelo time após derrotas.
Aprendi, também, piadas que o politicamente incorreto não me permite escrever nos dias atuais. Piadas sobre o São Paulo. Quase apanhei de um Palmeirense no ano passado quando falei mal do Felipão, ainda doído do sete a um. O tempo me fez estar certo sobre o técnico, minado pelo time após derrotas.
Talvez por preconceito, talvez por falta de opção, não consigo gostar do Corinthians e já odiei o Atletiba. Sempre tentei entender o famoso impedimento. Sempre sem sucesso. Não entendo o gol anulado pelo apito de um homem na lateral do campo. Sou contra o VAR - muito discutido nos dias de hoje- por acabar com discussões eternas nas mesas do bar.
Sei, por convivência, que o Flamengo é líder. Vivem me pedindo para segui-lo. Não basta a torcida organizada que se encontra toda quarta-feira do lado de casa. A TV deles tem um delay, o que me permite saber primeiro se o gol foi consumado ou se o jogador chutou para a torcida.
O futebol, assim como a política, aflora o que há de mais irracional no homem. O fanatismo da torcida na defesa de seu "time do coração" motiva milhões de pessoas a seguir em frente. Não fosse os jogos de domingo o que conversaríamos na segunda de manhã?
Dia desses li que quem não torce para nenhum time tem sorte de não sofrer toda semana. Ledo engano, caro amigo, ledo engano. O sofrimento pode até fazer parte, mas o que move uma torcida é um gol aos quarenta e seis minutos do segundo tempo. O que move uma cidade é o final do campeonato nacional. O que para uma guerra, como fez o Santos com Pelé, é justamente a torcida fanática pelo futebol, um grande espetáculo.
O torcedor sofre, mas quando o jogador faz um gol decisivo nos pênaltis eu sempre ouço fogos de artifício por toda a parte. Sorte a minha que não sofro com isso. Azar o meu que não sofro com isso. Depois do sofrimento sempre vem a felicidade. Depois da tempestade sempre vem a bonança.
Escrevi esse texto porque voltava da missa no sábado passado e o rádio do uber sintonizava um jogo do Operário Ferroviário, que perdia de um a zero. Quando entrei no carro o pênalti foi marcado a favor do fantasma. Jogo empatado. Tudo igual. Sou pé-quente, afinal, quando desci do carro e desliguei do restante do jogo, o time adversário completou três a um.
Não sou torcedor, mas sou pé-quente e ainda me emociono com um chá de menta e um pôr de sol.
Calorosos abraços
Thailan de Pauli Jaros
01OUT2019
P.S. Posso não saber de nada, mas a pergunta em toda esquina é: hoje tem gol do Gabigol?
P.S.2. Gabigol é um nome que define o jogador de futebol brasileiro. O famoso Gabriel que faz gol e faz jus ao apelido, me dizem os jornalistas esportivos.
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