Já era madrugada e eu estava no terceiro sono quando acordei com algo grudado no dedo do pé. Era um besouro. Tranquilamente, mas nem tanto assim, tirei o inseto do meu dedo e percebi sua peculiaridade: era um besouro verde.
Dizem por aí que o besouro é o bicho mais forte do mundo, que pode aguentar mais de mil vezes o seu próprio peso. Mas isso não vem ao caso.
Acordo no outro dia de manhã e vou lavar a louça que deixei suja depois do jantar. Olho na pia cheia de pratos e talheres e lá está ele: o besouro verde. Rapidamente dou um jeito de pegá-lo e levo diretamente para a janela.
Termino de lavar a louça e vejo um ponto brilhante pendurado na janela. É o besouro verde. Com um movimento dos dedos jogo ele para baixo. Problema resolvido.
Mais tarde eu saio pra trabalhar e fico o dia inteiro fora. Chego em casa de tarde, vou pegar um livro pra ler e lá está o besouro na estante de livros. Dessa vez deixo ele lá. Pelo menos tenho um besouro intelectual.
No fim da noite vou rezar e o besouro verde está metido grudado na coroa de Nossa Senhora. Não ligo, pelo menos tenho um besouro religioso.
Mas dessa vez jogo ele pela porta. Nunca mais o vejo. O besouro verde ficou pra fora.
Não tirei foto e muitos duvidam da veracidade dessa história, mas o mais engraçado é que ela é verdadeira.
P.s. Que tenhamos a força e a determinação do besouro verde. Boa semana, faces!
Abraços!
09FEV2021
Thailan de Pauli Jaros

Nenhum comentário:
Postar um comentário