Andando pelas ruas da cidade, pensando no que poderia pensar, respirando o ar puro das fumaças dos carros e meditando sobre o dia a dia. Parece que o gerúndio veio mesmo para ficar. Veio chegando, como quem não quer nada, foi se estabelecendo na rotina e acabou ficando para não parar com o movimento.
É isso mesmo. A vida vai passando e não há tempo para parar. As coisas vão acontecendo e não tem como voltar atrás. Aquele segundo gasto lendo o primeiro parágrafo desse texto já passou, que venha o próximo.
O gerúndio é perspicaz, fica conosco assim como Deus com os discipúlos de Emaús e só o reconhecemos depois do partir do pão. O gerúndio é o que está acontecendo entre o agora e a hora de nossa morte.
O gerúndio é o relógio contando as horas para finalizar a volta completa e assim começar outra. O gerúndio é a corda do relógio que o permite funcionar mesmo depois de tanto tempo.
Mas mesmo depois de tanto tempo ainda não aprendemos muitas coisas óbvias. A obviedade parece um obstáculo na frente daqueles que preferem viver de ilusão. O gerúndio não pode viver de ilusão, mas isso depende de nós.
Por enquanto continuamos andando, rindo, estudando, dormindo, correndo, escrevendo e tudo o que precisamos é ouvir. Falar menos e ouvir mais. Ouvindo, ouvindo e ouvindo.
Boa semana!
Thailan de Pauli Jaros
23FEV2020
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