Nesses tempos voláteis ver uma obra arquitetônica que durou mais de 800 anos acabar em poucas horas entristece. Não há sélfies e fotos que possam fazer voltar um dos maiores símbolos do cristianismo da França. Um dos maiores símbolos cristãos do mundo. Não há palavras para definir o nosso sentimeno.
Pode parecer blasé, antiquado ou careta, mas uma civilização que se importa muito mais com coisas fúteis e passageiras e não sente a destruição de uma obra prima como a destruição da própria civilização está fadada ao fracasso.
Os olhos do mundo se voltam para Paris, todos lamentam o fim de um dos pontos turísticos mais visitados da terra mas esquecem que a torre sendo engolida pelo fogo é uma grande metáfora para nossos sistemas de valores. O que realmente importa para nós?
É que nós queremos tudo para ontem. Fazemos escolhas sem ao menos pensar nas consequências. Achamos que não temos responsabilidades em nada. A culpa sempre é do outro, seja lá quem for. Somos crianças mimadas e não entendemos absolutamente nada. Não entendemos e nem tentamos entender.
Nessa ânsia pelo prazer a qualquer custo estamos ficando doentes. Sintomas como depressão e ansiedade nos levam ao nirvana: as bolinhas coloridas que vendem como água. Rivotril tomamos com o café da manhã. Não acreditamos em nada e não saberemos o que fazer quando o tsunami bater. O pior é que a grande onda já passou. E continua nos engolindo.
Nossas doses de álcool e drogas e o consumo desenfreado de remédios não controlados são sintomáticos. Uma civilização sem valores claros só anda para trás. Retrocesso atrás de retrocesso.
Nessa ânsia pelo prazer a qualquer custo estamos ficando doentes. Sintomas como depressão e ansiedade nos levam ao nirvana: as bolinhas coloridas que vendem como água. Rivotril tomamos com o café da manhã. Não acreditamos em nada e não saberemos o que fazer quando o tsunami bater. O pior é que a grande onda já passou. E continua nos engolindo.
Nossas doses de álcool e drogas e o consumo desenfreado de remédios não controlados são sintomáticos. Uma civilização sem valores claros só anda para trás. Retrocesso atrás de retrocesso.
Ainda ontem conversava com meu irmão sobre as construções góticas transcendentais e nossas novas igrejas que não representam nada. Nesse ponto sou uma criança, não sigo a ferro e fogo minha religião e pago um preço por isso. Estudo menos do que gostaria sobre símbolos e significados das coisas. As civilizações anteriores se preocupavam com cada detalhe. Nós nos preocupamos com o almoço de amanhã.
Não é questão de ser ateu ou cristão. É questão de saber o teu lugar no mundo. Tudo passa. Somos passageiros. Somente os grandes feitos da humanidade é que ficam. Notre-Dame era um deles. Valores servem para que a civilização não caminhe rumo a barbárie. Hoje, infelizmente, tenho a sensação de que estamos indo para esse caminho. Não sabemos nossos valores.
A destruição de uma obra prima de 855 anos não vale um iphone. Ao abrirmos mão dos pilares de uma civilização para servir nossas façanhas e desejos imediatos tudo o que podemos esperar é vermos, atônitos, nossa história ruir. A civilização ruir.
A destruição de uma Catedral significa muito mais do que perdas históricas ou arquitetônicas. Para os cristãos aquele prédio significava a fé. Nós não podemos perder nossa fé. Fé essa que pretendemos renovar durante a Semana Santa. O simbolo cristão é renovado quando vemos que, em meio as chamas, o altar da igreja permaneceu quase intacto. Só nos resta esperar com fé pela vida eterna.
Deus nos abençoe
Thailan de Pauli Jaros
16ABR2019

Nenhum comentário:
Postar um comentário