Por aí, com um samba na cabeça.
Nas curvas da viola, a esquina. O choro do cavaco que ecoa no peito, passa em
descompasso com o coração. Aí foi que o
barraco desabou. A verdade é que caminhei à toa, mas não porque a pauta
caiu, e sim porque sambava pelo quebradiço das calçadas. Desfilava por aí sem pensar no que aconteceu. Nada é meu, nem
o pensamento.
Vagando em verso, eu vim em busca de uma semana sem tantas estrofes. Uma melodia suave bastaria para esquecer a falta que
você faz e todas as coisas que meu ego não quis resolver. Falta gente de
verdade na gente. Se faltava dentro de mim, o samba preencheu por alguns
instantes naquele anoitecer. Ao luar
descansa o meu caminhar. Da lua cheia, uma saudade imensa.
É do jeito que a vida quer. É desse jeito. Caminhando
aprendi que não dá pra voltar atrás, a paisagem não é a mesma. As pessoas não
são as mesmas. É certo que algumas coisas eu posso e preciso controlar. A
impressão que fica é que, assim como o samba, permaneço singelo e despreocupado.
O samba mais alegre por vezes é composto às lágrimas. Se perde gente e as que
ficam vão embora. É difícil ser assim,
sei lá. Meio passional por dentro.
Ninguém sabe a mágoa que trago no peito.
Quem me vê sorrindo desse jeito nem sequer sabe da minha solidão. É que meu
samba me ajuda na vida. Minha dor vai passando, esquecida. Vou vivendo essa
vida, do jeito que ela me levar.
Se a gente nota
que uma só nota já nos esgota, o show perde a razão. Mas iremos achar o tom, um
acorde com lindo som e fazer com que fique bom outra vez, o nosso cantar. A
gente vai ser feliz. Olha nós outra vez no ar. O show tem que continuar!
O itálico fala por si só. Não
deixem o samba morrer!
Allyson Santos
09ABR19

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