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| Da esquerda para direita: Nando Peters, Paulinho Goulart, Humberto Gessinger, Rafa Bisogno e Felipe Rotta | Foto: divulgação |
"Bons fones, se possível. Boa música, sempre!", escreveu Humberto Gessinger em seu blog lá pelos idos de 2011. Oito anos depois eu, simples mortal, tenho um fone de ouvido bom, mas que já está quase arrebentando. Não vou dar o braço a torcer e já providenciei fita adesiva (vulgo durex) para dar uma sobrevida ao frágil objeto. O fone é uma boa metáfora para vida: frágil e importante. Não podemos remendar o fone depois que ele arrebenta, por isso temos que cuidar para que isso não aconteça. A vida é mais ou menos assim. Frágil e importante. Delicada e fugaz.
E é por essa delicadeza que não podemos nos dar ao luxo de a desrespeitarmos. Estamos em uma cristaleira, afinal. Os cristais são frágeis, mas lindos.
Quanto tempo dura um sopro? Um, dois segundos? Talvez menos, né?
Quanto tempo dura uma vida? Um, dois sopros? Talvez menos, né?
Talvez a vida seja muito curta para encontrarmos as respostas de todas as nossas dúvidas. O certo é que o cristal só quebra quando alguém o derruba. O que fazemos com nossos cristais? Como cuidamos deles?
Há tempos Gessinger já faz a boa música. Compositor, multi-instrumentista e vocalista dos Engenheiros do Hawaii que atualmente faz voo solo esteve em Curitiba com seus dois trios.
E é por essa delicadeza que não podemos nos dar ao luxo de a desrespeitarmos. Estamos em uma cristaleira, afinal. Os cristais são frágeis, mas lindos.
Quanto tempo dura um sopro? Um, dois segundos? Talvez menos, né?
Quanto tempo dura uma vida? Um, dois sopros? Talvez menos, né?
Talvez a vida seja muito curta para encontrarmos as respostas de todas as nossas dúvidas. O certo é que o cristal só quebra quando alguém o derruba. O que fazemos com nossos cristais? Como cuidamos deles?
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Há tempos Gessinger já faz a boa música. Compositor, multi-instrumentista e vocalista dos Engenheiros do Hawaii que atualmente faz voo solo esteve em Curitiba com seus dois trios.
Acompanho as músicas do alemão há algum tempo e decorei todas durante todos esses anos. No último sábado estive na capital do Paraná para, mais uma vez, sentir e cantar algumas das mais belas canções do Brasil. Não canso de repetir: "Deus abençoe o País que tem Humberto Gessinger". Desde o início da viagem até Curitiba pensei em escrever algo sobre a cidade, sua organização, problemas e mazelas. Mas durante o show só pensei em enaltecer esse gênio da música brasileira.
O espetáculo foi dividido em duas partes: um trio acústico com viola, baixo e acordeon que me trouxe paz e reflexão. E o power trio que já faz parte da história de Gessinger, unindo o baixo, a guitarra e a bateria. Roquenrou de verdade. Boa música.
Curitiba é introspectiva e por isso gosto muito da cidade. Humberto Gessinger sabe disso e, visivelmente, aproveita o momento para sentir suas próprias canções. O teatro lotado e todos sentados representa um povo que sente, aproveita e conhece a si mesmo. Todos ali estão aproveitando o momento, cantando junto e apreciando a arte. É uma sensação estranha, mas muito bonita. Mais do que as melodias, Gessinger traz reflexões e durante duas horas nos faz pensar sobre a vida, presente, futuro e passado. Poucos fazem isso hoje em dia.
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Eu não gosto de sertanejo universitário e suas adjacências. Tenho muitas críticas ao gênero, aliás. Mas sempre fico meio comovido com acontecimentos como o do dia de hoje. Imagino como deve ser para um fã perder seu ídolo e para uma família perder seu ente. Que Deus receba Gabriel Diniz e os outros mortos no acidente de avião.
Thailan de Pauli Jaros
28MAI2019

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