Diz a música que as flores de plástico não morrem. Ora, é claro que não morrem, elas também não vivem. As flores de plástico não morrem, mas não há nada mais bonito do que o nascimento de uma nova flor de verdade. Aquele momento em que o botão da rosa se torna um monumento esplêndido, angelical. As flores de plástico não morrem, mas não vivem e não exalam o cheiro do afeto que só a verdade produz.
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Você abraçou quem você ama hoje? O abraço caloroso de afeto, surgindo da força mais bruta e desabrochando em um único lugar de carinho e proteção. Um abrigo que te salva do mundo e te faz viajar no mais belo sentimento que existe nesta terra.
Você beijou quem te ama hoje? Aquele beijo que todos desejavam e que alguém precisava mais do que nunca e que nunca havia pensado. A demonstração da mais simples aliança, demonstração de afeto afetando o coração e causando lindas borboletas no estômago.
Você sorriu para algum amigo? Você sorriu para um desconhecido? Com toda certeza alguém precisou do teu sorriso para continuar em frente, alguém que esperava mais do que podia esperar. Alguém ganhou o dia só de ter a oportunidade de ver uma pequena imperfeição em forma de curva em algum rosto que, por coincidência, era o teu. O sorriso simples e singelo, afetuoso e sincero que muda o dia de qualquer um.
Você elogiou alguém? Cumprimentou alguém que já fez falta? Pode ser que alguém que não consiga demonstrar, que vive sorrindo, que aparenta estar feliz precise muito de um elogio sincero, de um bom dia afetuoso ou de um "oi" quase que sagaz. As aparências não dizem o que o sentimento insiste em mostrar.
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Você já pensou que às vezes pode ser tarde demais? Muitas vezes e para muitas pessoas é tarde demais. Quando a vela apaga, quando a flor de plástico morre não há choro nem vela que possa fazer voltar atrás. O tempo só vai para frente, e o tempo sempre tem razão, mesmo quando erra.
Então faz o seguinte: abrace, beije, elogie, sorria, cumprimente e fale "eu te amo", "eu gosto de você". Faça isso enquanto pode. Reze baixinho, reze alto, reze enquanto pode. Às vezes pode ser tarde demais. A flor é linda, cheirosa, colorida, exala vida, mas quando morre as pétalas caem uma a uma. Às vezes nem o olhar mais sincero é capaz de evitar a queda de uma pétala.
A flor de plástico não morre porque já nasceu seca, fria e sem vida. A flor de plástico não morre porque já nasceu tarde demais.
Sinceros abraços
Thailan de Pauli Jaros
12NOV2019

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