No começo de 2020, publicações festivas e esperançosas davam boas vindas à nova década que se iniciava. Imediatamente o pessoal mais inteligente e sabido das coisas repreendia e ensinava que, na verdade, a nova década só se iniciaria em 2021.
Pois bem, aos trancos e barrancos o tempo passou e a nova década chegou. O primeiro ano dos próximos dez. Mas o que devemos esperar desse longo período que, ao fim de tudo, nos espera? Sei lá.
Uma pequena pesquisa sem nenhuma base teórica, seja lá o que isso significa, me mostrou que as expectativas estão baixas. Eu, um otimista nato, prefiro acreditar nos meus olhos e continuar em frente. As contrariendades (que são muitas) podem fazer parte do caminho. Sem pedras não há atrito e o atrito muitas vezes nos ajuda a caminhar.
É que muitos esperam resolver todos os problemas da humanidade em um piscar de olhos, em uma manifestação de rua, em uma nota de repúdio. Muitos gritam demais, sabem muito, atrapalham de mais. Para manter a serenidade nesse grande big brother em que vivemos, basta nos colocarmos na nossa própria realidade, largar mão da miopia.
Não precisamos enxergar longe, mas prestar atenção nos detalhes de nossa vida. Quem está por perto, quem podemos ajudar, o que podemos fazer por alguém que conhecemos. Essa briga também é minha? Talvez. Talvez não.
Temos que entender que a felicidade não é momentânea, isso é uma mentira infeliz na moda dos nossos tempos voláteis. Enquanto não fincarmos os pés no chão e construírmos bases fortes, os momentos serão só momentos e logo voltaremos às preocupações mundanas.
Temos que encontrar a felicidade com muito custo, encontrá-la também nas contrariedades, nos problemas e nas nossas próprias misérias. Encontrar forças sobrenaturais para seguir em frente, fortes com um sorriso no rosto.
A ideia é servir, ajudar, não reclamar dos pequenos desgostos e, acima de tudo, aceitar que não somos o centro do mundo, ninguém nos deve nada.
Na nova década podemos ser mais pacientes, falar menos e mais baixo, estar a serviço do próximo e acabar com nossa mesquinhez. É isso. É só isso.
Thailan de Pauli Jaros
12JAN2021

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