Hora de ir pra casa. Hoje eu fiz um pouco mais do que devia...Ok, talvez muito mais do que eu devia. Tomei café com muito açúcar. Adiantei algumas coisas do trabalho na parte da manhã. Coloquei uma música com uma batida legal e triste ao mesmo tempo no carro. Não ouvi nenhum um obrigado, muito menos aquele “Eu te amo” (que eu nunca ouvia e ainda fiz questão de perder). Não lembro de absolutamente nada do que eu escrevi. Cheguei cedo e saí atrasado.
No caminho de volta, passei pelo último semáforo antes de casa e avistei um grupo de jazz. Eram pelo menos umas 20 pessoas, todas mais ou menos da mesma idade. Eles ensaiavam uma coreografia no meio de uma viela escura. Naqueles poucos segundos que fiquei olhando, tudo parecia muito sincronizado. Eles sorriam. Quando atravessei com o carro, todos saíram da frente, mas ninguém ficou chateado, eu acho (se você faz parte, fui eu que passei na esquina do Sepam com um Pálio Branco). Pensei em buzinar, mas como eu já tinha atrapalhado, não vi muito clima.
Cheguei em casa e fiquei sentado no escuro da garagem, desta vez mais que o normal. Fui dormir pensando que, de um jeito ou de outro, com segurança ou insegurança, a gente sempre acaba dançando. No fim, a gente só escolhe como e quando. Coragem e força pra você, que ainda tem tempo pra dançar jazz, falar mais "Eu te amo" para as pessoas e colocar menos açúcar no café.
Eu até ia escrever sobre outra coisa, mas que moral eu tenho pra falar de rotina? A propósito, só acho que era jazz porque estava escrito na camisa da instrutora de dança.
ALLYSON SANTOS
27 DE JANEIRO 2021

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