terça-feira, 16 de julho de 2019

Musa inspiradora


Fiquei pensando em como poderia começar esse texto. "Era uma vez" já enjoou e "naquele tempo" remete ao que é religioso. Sem querer comecei com o horrível "fiquei pensando".

Costumo assistir aos tutoriais na internet para fazer coisas que tenho dúvidas. Contas matemáticas, como trocar a resistência do chuveiro, como editar vídeos e salvar arquivos corrompidos, como tirar o maldito vírus que se instalou no meu pendrive. Mas não há um tutorial sobre como começar uma crônica. Melhor assim. Vamos sair do tecnicismo.

Tenho pensado muito em como as coisas são criadas, como os textos são escritos, como as músicas são tocadas. Será que eu escrevo como os outros escritores? Há uma técnica, um manual ou um tutorial? Deus nos livre.

Cada um tem que ter o seu jeito, sua maneira de se expressar. O bom português cuida do resto. Não é que seja uma Torre de Babel, mas os motivos que nos levam a escrever são diversos e não há muitas pistas sobre o que move um escritor.

Uns escrevem para Deus, outros escrevem sobre Deus. Uns para amores, outros sobre amores. Uns escrevem sobre coisas, outros das coisas. Uns escrevem sobre si mesmos, outros falam de outros. Uns falam sobre coisas boas, outros nos levam ao inferno.

Ainda na busca por sentidos e motivos da escrita, lembro de grandes artistas e suas musas. Alguns escrevem sobre mulheres, outros para mulheres. As curvas da mulher brasileira (sempre elas) são populares em canções de amor, obras arquitetônicas e/ou devaneios de bares.

Poetas, atletas e cantores falam de suas musas. Fazem por suas musas. Poetas são filhos delas e escrevem rimas para elas, atletas quebram recordes e cantores criam belíssimas melodias para amores não correspondidos e companheiras inseparáveis. Musas inspiram e nos fazem respirar.

Eu que não sou poeta, não sou atleta e muito menos sei cantar faço pouco caso e escrevo sobre todas.

As musas são importantes para a humanidade. São inspirações e salvam as pessoas em várias esquinas. Muitas mulheres tornaram-se letras de música. Roberto Carlos, por exemplo, eternizou sua mãe em Lady Laura. No esporte, Roger Federer insiste que só vai parar de jogar Tênis quando sua esposa mandar e Gabriel Jesus liga para a mãe cada vez que faz um gol.

As musas entram para a história e ficam mais conhecidas que seu criador. Afinal, foi quando Monalisa piscou para da Vinci que Gioconda tornou-se eterna. Trata-se de criador e criatura. Depois que Eva traiu Deus ao comer o fruto proibido Ele escolheu a Virgem Maria para ser a rainha dos Céus e da Terra. Ela salva todos.

Bom, continuo minha investigação. Mas uma descoberta importante é que não são só os artistas que são movidos pelos amores. Todos são.

O leitor deve estar se perguntando o que move esse pseudo cronista e quem é sua musa inspiradora. Digo ao leitor que ainda não sei. Talvez a indecisão, talvez a ingenuidade, talvez nenhuma das duas.

Calorosos abraços!
Thailan de Pauli Jaros
16JUL2019

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